Que tipo de amostra é obtida na sondagem a trado?
O método normalmente fornece amostras deformadas, adequadas à descrição do solo e a diversas análises laboratoriais, conforme o objetivo da investigação e os procedimentos de coleta adotados.
A sondagem a trado é um método de investigação direta do subsolo utilizado principalmente em estudos rasos, permitindo reconhecer a sequência das camadas de solo e coletar amostras deformadas ao longo da profundidade. O avanço é realizado com trados adequados às características do material investigado, possibilitando a observação direta do solo recuperado.
Por sua simplicidade operacional, é amplamente utilizada em levantamentos preliminares, estudos ambientais, caracterizações geológicas e geotécnicas rasas e campanhas que demandem coleta de solo em diferentes profundidades. A interpretação deve considerar as limitações do método e as condições encontradas durante a perfuração.
A sondagem a trado fornece informações sobre a distribuição vertical dos materiais superficiais e permite a obtenção de amostras para descrição tátil-visual e, quando previsto no escopo, para análises laboratoriais. Os registros podem auxiliar na caracterização preliminar do terreno e na definição de etapas complementares de investigação.
O método é empregado em estudos ambientais, avaliação preliminar de perfis de solo, investigações de áreas com necessidade de amostragem rasa, apoio a ensaios de infiltração e outros trabalhos nos quais seja necessário conhecer as condições das camadas superficiais do subsolo.
















É indicada principalmente quando o objetivo da investigação está concentrado nas camadas rasas e o terreno apresenta materiais que permitem o avanço do trado. Também é útil em campanhas nas quais rapidez de execução, mobilização simplificada e coleta de amostras deformadas sejam adequadas ao objetivo técnico.
A profundidade alcançável depende das características do solo, das condições de estabilidade do furo, da presença de água, de materiais muito compactos, cascalhos, matacões ou outros obstáculos. Quando essas condições limitam o avanço ou quando o estudo exige parâmetros geotécnicos adicionais, podem ser necessários métodos complementares como SPT, Direct Push ou sondagem rotativa.
A perfuração é executada pelo avanço sucessivo do trado no terreno. O material recuperado é retirado em intervalos compatíveis com o objetivo da investigação, permitindo registrar profundidade, características do solo, alterações de material e demais observações relevantes de campo.
As amostras previstas no plano de investigação são acondicionadas e identificadas de acordo com sua finalidade. Ao longo da execução também são registrados os critérios de paralisação e eventuais condições que impeçam a continuidade da perfuração, compondo o registro técnico da sondagem.
Leia também: Sondagem a trado: para que serve e quando é indicada?
A execução da sondagem a trado deve considerar a ABNT NBR 9603:2023 — Sondagem a trado — Procedimento.
O método normalmente fornece amostras deformadas, adequadas à descrição do solo e a diversas análises laboratoriais, conforme o objetivo da investigação e os procedimentos de coleta adotados.
Não existe uma profundidade única. O alcance depende do tipo de solo, estabilidade do furo, presença de água, resistência dos materiais e limitações do equipamento utilizado.
A presença de água pode ser observada durante a perfuração quando as condições do furo permitem, mas essa observação deve ser interpretada com cautela e não substitui dispositivos específicos de monitoramento quando o objetivo é determinar o nível da água subterrânea.
A sondagem a trado é voltada principalmente ao reconhecimento raso e à coleta de amostras deformadas. O SPT inclui ensaio de resistência à penetração e fornece informações geotécnicas específicas utilizadas em projetos de engenharia.