Fronteira – Geologia, Geotecnia, Sondagens e Meio Ambiente

Monitoramento e Encerramento

Após a execução das medidas de intervenção e o atendimento às metas estabelecidas para a área, inicia-se uma etapa fundamental do gerenciamento: verificar se as condições alcançadas permanecem adequadas ao longo do tempo.

O Monitoramento para Encerramento é realizado por meio de campanhas periódicas de acompanhamento dos meios ambientais relevantes, permitindo avaliar a evolução das substâncias químicas de interesse e confirmar se os riscos permanecem em níveis aceitáveis para o uso declarado da área.

Mais do que verificar resultados isolados, essa etapa busca compreender o comportamento da contaminação ao longo do tempo e demonstrar que a condição ambiental alcançada é estável.

O que é avaliado durante o monitoramento?

O programa de monitoramento é definido de acordo com as características de cada área, considerando os contaminantes presentes, os meios afetados, o comportamento das plumas de contaminação, as medidas de intervenção anteriormente executadas e os receptores que devem permanecer protegidos.

Dependendo do cenário identificado, o acompanhamento pode envolver água subterrânea, solo, águas superficiais, vapores do solo ou outros meios relevantes. São definidos os pontos de amostragem, as substâncias e parâmetros de interesse, a frequência das campanhas e o período de acompanhamento.

Os resultados obtidos em cada campanha são avaliados em conjunto com o histórico da área. Dessa forma, é possível identificar tendências de redução, estabilidade ou eventual aumento das concentrações, além de verificar a permanência das condições que permitiram o encerramento das medidas de remediação.

Da intervenção à reabilitação da área

Após a interrupção das medidas de tratamento ou contenção, é necessário verificar se as concentrações permanecem compatíveis com as metas estabelecidas e se não ocorre uma retomada significativa da contaminação. Esse acompanhamento permite avaliar se os resultados obtidos pela intervenção são efetivamente mantidos sem a atuação contínua do sistema de remediação.

Quando medidas de engenharia ou de controle institucional fazem parte da estratégia adotada, também deve ser verificado se elas continuam cumprindo sua função de impedir ou reduzir a exposição dos receptores.

Caso o monitoramento indique alteração desfavorável das condições ambientais ou concentrações incompatíveis com as metas estabelecidas, pode ser necessária a revisão da estratégia adotada, a realização de estudos complementares ou até mesmo a retomada das medidas de intervenção.

Por outro lado, quando as campanhas demonstram a manutenção das condições adequadas ao longo do período estabelecido, os resultados subsidiam a solicitação de reabilitação da área para o uso declarado perante o órgão ambiental competente.

A reabilitação representa, assim, a conclusão de um processo construído a partir das diferentes etapas do gerenciamento de áreas contaminadas, demonstrando que os riscos associados à contaminação estão controlados para as condições de uso consideradas.

Referências técnicas

Diretriz Técnica FEPAM nº 003/2021 – DIRTEC

Licenciamento ambiental de áreas suspeitas, com potencial de contaminação ou contaminadas ou de áreas degradadas pela disposição irregular de resíduos sólidos.

Resolução CONAMA nº 420/2009

Estabelece critérios e diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas.

ABNT NBR 15847:2010

Amostragem de água subterrânea em poços de monitoramento — Métodos de purga.

ABNT NBR 16435:2015

Controle da qualidade na amostragem para fins de investigação de áreas contaminadas — Procedimento.

Perguntas frequentes

Precisa de suporte técnico para o seu projeto?

Nossa equipe avalia o escopo e indica a melhor abordagem técnica para cada situação.

FALE CONOSCO1