A Avaliação de Riscos Geológicos e Geotécnicos compreende a identificação, caracterização e interpretação de processos de instabilidade potenciais ou em desenvolvimento em solo e rocha, considerando sua evolução, condicionantes e possíveis áreas de influência. A análise é fundamentada em levantamento de campo e mapeamento geológico-geotécnico, com avaliação do relevo, dos materiais presentes, do grau de alteração da rocha, das descontinuidades do maciço rochoso, das condições de drenagem e das intervenções existentes na área. São verificados indícios de instabilidade como trincas e fissuras no solo, degraus de abatimento, cicatrizes de escorregamento, inclinação anômala de árvores, postes, cercas ou muros, surgências de água, processos erosivos, deformações em pavimentos, movimentação de materiais e blocos rochosos potencialmente instáveis. Também são consideradas alterações decorrentes de cortes, aterros, escavações, mudanças no sistema de drenagem e demais intervenções capazes de modificar as condições de equilíbrio. A integração dessas informações permite caracterizar processos como escorregamentos, rastejo, erosão, queda ou rolamento de blocos e outras formas de movimentação de massa, bem como indicar setores que demandem investigação complementar, monitoramento, análise de estabilidade ou medidas de estabilização e controle.







